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Bernie desistiu, e agora?

por Flávio Gonçalves, em 12.05.20

Bernie003 - Gage Skidmore Flickr.jpg

Demoramos algum tempo (muito) a digerir a desistência de Bernie Sanders, na nossa opinião era demasiado cedo para desistir da sua candidatura, esta podia e devia ter sido melhor negociada com uma lista de compromissos ou até com a promessa de uma vice-presidência num hipotético governo de Joe Biden (se bem que pela nossa parte, congratulamos já Donald Trump pelo seu próximo mandato visto que Biden é o pior candidato de sempre por parte do Partido Democrata), enfim, é algo que ainda iremos remoer durante uns tempos.

Este blogue tendo perdido a sua razão de ser, optamos por o encerrar durante algum tempo... mas ainda faltam uns meses para as eleições, e podemos ainda acompanhar as andanças de Sanders e do Partido Democrata até lá, isto se Donald Trump não se aproveitar da pandemia de COVID-19 que está a assolar particularmente os EUA para as cancelar.

Sugerimos também a leitura destes dois textos no Esquerda.net:

- A tirania do decoro prejudicou as perspectivas de Bernie Sanders para 2020 por David Sirota, publicado originalmente na Jacobin e traduzido por João Garcia Rodrigues.

- Obrigado, Bernie Sanders por Ronan Burtenshaw, publicado também originalmente na Jacobin e traduzido por Gonçalo Russo.

Foto: Gage Skidmore via Flickr

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publicado às 13:52

EUA entram numa brutal guerra civil ideológica à medida que surge um sistema quatripartidário

por Flávio Gonçalves, em 20.03.20

Bernie002 - Todd L Church.jpg

Os EUA estão agora a migrar de Estado bipartidário para Estado quatripartidário: na realidade existem quatro partidos a preencher o espaço político – os republicanos do sistema, os democratas do sistema, os populistas da direita alternativa e os socialistas democráticos.

Apesar da vitória de Trump sobre a sua impugnação, os EUA estão a entrar numa guerra civil ideológica, pois o verdadeiro conflito não é entre democratas e republicanos, mas no seio de ambos os partidos.

Há duas semanas, enquanto promovia o seu filme mais recente na cidade do méxico, Harrison Ford afirmou que “a América perdeu a sua credibilidade e a sua liderança moral”.

A sério? Quando é que os EUA algumas vez foram exemplo de liderança moral para o mundo? Sob Reagan ou Bush? Perderam o que nunca tiveram, i.e., perderam a ilusão (a “credibilidade” referida por Harrison) de que alguma vez a tiveram. Com Trump, o que já existia tornou-se meramente visível.

Em 1948, nos primórdios da Guerra Fria, esta realidade foi constatada com brutal candura por George Kennan, diplomata e historiador dos EUA: “[os EUA detêm] 50 porcento da riqueza mundial, mas só 6,3 porcento da sua população. Neste caso, o nosso real labor no tempo que aí vem… é manter esta posição de disparidade. Para o concretizar, temos de nos livrar de qualquer sentimentalismo… temos que deixar de pensar nos Direitos Humanos, no aperfeiçoamento da qualidade de vida e na democratização.”

Aqui encontramos a explicação para o que Trump quer dizer com “A América Primeiro!” em termos muito mais claros e honestos. Como tal não devemos ficar chocados quando lemos que “a administração Trump, que foi eleita com a promessa de acabar com ‘as guerras intermináveis’, aderiu agora ao fabrico de armamento proibido em mais de 160 países, e está a prepará-las para futura utilização. Bombas de fragmentação e minas antipessoais, explosivos letais conhecidos por chacinar e matar civis muito depois dos combates terminarem, tornaram-se parte integral dos futuros planos de guerra do Pentágono.”

Aqueles que finjam estar surpresos com esta novidade são mais que hipócritas: no nosso mundo de pernas para o ar, Trump é inocente (não é impugnado) enquanto que Assange é culpado (por dar a conhecer crimes de guerra do Estado).

Então o que ESTÁ a acontecer?

É verdade que Trump exemplifica a nova imagem de um mestre político assumidamente obsceno com desdém pelas regras mais elementares da decência e da transparência democrática.

A lógica subjacente às acções de Trump foi delineada por Alan Dershowitz (que é, entre outras coisas, defensor da legalização da tortura). O professor da Faculdade de Direito de Harvard afirmou que se um político considerar que a sua reeleição é do foro do interesse nacional, quaisquer acções que tome para assegurar esse propósito não podem por definição ser causa de impugnação. “E se um presidente concretizar algo que julga acreditar que o ajudará a ser eleito, a bem do interesse público, esse não pode ser o tipo de quid pro quo que resulte numa impugnação”, argumenta Dershowitz.

Está aqui claramente delineada a natureza de um poder para lá de qualquer controlo democrático sério.

O que estava a decorrer nos debates em curso acerca da impugnação de Trump era a defesa da dissolução da essência ética comum que tornava possível o diálogo polémico e belicoso: os EUA estão a entrar numa guerra civil ideológica na qual não há um terreno comum ao qual as duas partes em conflito possam apelar – quanto mais cada lado elabora o seu posicionamento, mais se torna claro que não é possível qualquer diálogo, por mais polémico que seja.

Não devemos ficar demasiado fascinados pela teatralidade do processo de impugnação (Trump a recusar o aperto de mão de Pelosi, Pelosi a rasgar a copia do discurso do Estado da União deste) pois o verdadeiro conflito não é entre democratas e republicanos, mas no interior destes partidos.

Os EUA estão agora a migrar de Estado bipartidário para Estado quatripartidário: na realidade existem quatro partidos a preencher o espaço político – os republicanos do sistema, os democratas do sistema, os populistas da direita alternativa e os socialistas democráticos.

Já existem ofertas de coligação bipartidária: com Joe Biden a insinuar que poderá nomear para vice-presidente um republicano moderado, enquanto que Steve Bannon já mencionou, umas quantas vezes, o seu ideal de uma coligação entre Trump e Sanders.

A grande diferença é que, enquanto que o populismo de Trump consolidou a sua hegemonia sobre o sistema republicano (uma prova clara, se é que era necessária, de que, apesar de todas as divagações de Bannon contra o “sistema”, as afirmações de Trump no que toca aos trabalhadores comuns são mentira), a divisão no Partido Democrata torna-se cada vez mais ampla – não é de admirar, uma vez que a luta entre o sistema Democrata e a ala de Sanders é o único combate político que está realmente a decorrer.

Para empregar um jargão um tanto ou quanto teórico, estamos portanto a lidar com dois antagonismos (“contradições”), uma entre Trump e o sistema liberal (a impugnação tinha a ver com isto), e a outra entre a ala de Sanders no Partido Democrático e todos os outros.

A futura batalha brutal

A movimentação para impugnar Trump foi uma tentativa desesperada para recuperar a liderança moral e a credibilidade dos EUA – um cómico exercício de hipocrisia. É por esta razão que todo o fervor moral do sistema democrata não nos deve enganar: a assumida obscenidade de Trump só deixou à vista o que sempre ali estivera. O campo de Sanders vê-o de modo claro: não há volta atrás, a vida política dos EUA tem de ser radicalmente reinventada.

Mas será Sanders uma verdadeira alternativa ou, como afirma alguma “esquerda radical”, não passará de um social-democrata (um tanto ou quanto moderado) que deseja salvar o sistema? A resposta a este dilema é falsa: os socialistas democráticos iniciaram um movimento em massa para um redespertar radical, e o resultado deste género de movimentos não é algo que possa ser predestinado.

Uma coisa é certa: o pior posicionamento possível é o de certa “esquerda radical” ocidental que tenta descartar a classe trabalhadora dos países desenvolvidos como sendo uma “aristocracia trabalhista” que vive da exploração dos países em vias de desenvolvimento e se encontra enclausurada em ideologias racista-chauvinistas. Na sua perspectiva, a única mudança radical só pode vir dos “nómadas proletários” (os imigrantes e os pobres do Terceiro Mundo) como agentes revolucionários (talvez conectados a alguma classe de intelectuais empobrecidos dos países desenvolvidos) – mas este diagnóstico é sustentável?

Certo, a situação actual é global, mas não no sentido simplista maoista da oposição entre nações burguesas e nações proletárias. Os imigrantes são sub-proletários, a sua situação é muito específica, não são explorados no sentido marxista e como tal não estão predestinados a serem agentes da mudança radical. Consequentemente, considero esta opção “radical” como sendo uma escolha suicida para a esquerda: temos de apoiar incondicionalmente Sanders.

A batalha será cruel, a campanha contra Sanders será muito mais brutal do que a empregue contra Corbyn no Reino Unido. Em cima da habitual cartada do anti-semitismo, serão também amplamente empregues as cartadas da raça e do género – Sanders sendo um branco velho… Recorde-se a brutalidade do mais recente ataque de Hillary Clinton contra este.

E todas estas cartadas serão empregues com base no medo do socialismo. Os críticos de Sanders repetem uma e outra vez que Trump não pode ser derrotado pela sua (de Sanders) plataforma demasiado-de-esquerda, e que o objectivo principal é livrarem-se de Trump. A isto devemos responder apenas que a verdadeira mensagem que omitem com este argumento é: se a escolha for entre Trump e Sanders, preferimos Trump…

Slavoj Zizek é professor na European Graduate School, investigador no Instituto de Sociologia da Universidade de Ljubljana e professor visitante nas universidades de Columbia, Princeton, Nova Iorque e Michigan. Em 2014 recebeu a Medalha de Honra da Faculdade de Belas Artes do Porto. Tem dezenas de obras editadas em Portugal, sendo as mais recentes “Como Derrotar Trump” (Relógio D’Água, 2018), “A Coragem do Desespero” (Relógio D’Água, 2017), “A Europa à Deriva” (Objectiva, 2016).

© RT.com
11 de Fevereiro, 2020

Tradução: Flávio Gonçalves

Foto: Todd L Church

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publicado às 07:41

Bernie: a escolha segura, se não vires tv cabo

por Flávio Gonçalves, em 11.03.20

Depois dos resultados de ontem (maus para Bernie, mas não um KO, até ver), vi muita gente a tentar explicar a diferença de votos entre 2016 e 2020 para Bernie. Nalguns casos o voto jovem (nalguns casos 70% mais favorável ao Bernie) desceu e o voto mais velho (favorável ao Biden) subiu e muito. Podíamos atribuir a subida a um medo do Bernie e do sOcIaLiSmO ganhar, mas os resultados das sondagens à boca da urna indicam esmagadoramente que o eleitorado democrata defende o Medicare For All e até olha favoravelmente para o “socialismo”.

Escusado será dizer que o Biden não representa nenhuma destas posições. Então como explicar que as ideias de Bernie estejam a ganhar mas que o próprio não consiga cavalgar esse apoio? Há explicações pontuais: alguns eleitores acham que Biden defende a m4a [Medicare For All] ou que não é politicamente exequível. Mas isso assumiria que o voto é 100% racional e ideológico e apenas pela agenda política. Isto pode ser verdade na “esquerda” americana em que pequenas diferenças programáticas entre a Warren e Bernie pareciam fossos inalcançáveis, mas agora que há um candidato que nem sequer defende uma versão de m4a, o contraste torna-se chocante.

Então há 3 explicações: parte do voto Bernie em 2016 era só anti-Hillary, o que faria sentido considerando a impopularidade de Clinton ou até sexismo. Outra explicação seria que Bernie ganhou “anti-corpos” entre um certo eleitorado ao enfrentar o Partido Democrata. Há quem ainda o culpe parvamente por Hillary perder. As sondagens dão-lhe bastante popularidade, portanto esta hipótese parece improvável.

Resta olhar para a grande diferença entre 2016 e 2020. O Partido Republicano em 2016 estava frágil. Trump parecia um adversário com demasiadas vulnerabilidades óbvias e atacáveis. Parecia que quem quer que ganhasse a nomeação democrata, teria garantido um passeio até à Casa Branca. Bernie parecia uma escolha muito menos arriscada em 2016 do que em 2020 quando tens um presidente em funções à procura de reeleição (geralmente uma posição favorável para o presidente), um Partido Republicano unido e uma campanha de medo nos media sobre o que é elegível ou não.

Biden, com o apoio do aparelho partidário democrático e dos media, parece a escolha mais segura e a prioridade das pessoas é mesmo livrar-se do Trump. Isto só é possível escondendo o Biden (que tem tido esquecimentos, gaffes, saídas infelizes, confrontos com eleitores) do público. E tem funcionado. Há um debate dia 15 e é a primeira e última oportunidade de Bernie fazer um contraste com Biden. Biden não terá 8 outros candidatos atrás dos quais se esconder durante duas horas. Já há comentadores a tentar acabar o jogo a fugir com a bola, a dizer que não deve haver debate, que já acabou.

O DNC pode concordar e aí de facto, acabava tudo para Bernie. Ele tem o dinheiro e voluntários para ir até à Convenção, mas sem acesso a media e a ser apresentado como igual de Biden, tem tantas hipóteses quanto Tulsi - que se parece ter esquecido que estava em campanha. A importância do debate é ainda maior quando tentamos entender uma das maiores diferenças entre o eleitorado do Bernie e o do Biden: o consumo de media. Os mais novos vêem media independente, youtube, twitter, twitch, até tik tok para ver as notícias ou “comentário político”. Os mais velhos vêem MSNBC e CNN e a realidade a que estão expostos não mostra as gaffes de Biden (ou não lhes dá importância, é “gaguez”, é campanha dos republicanos) e não questiona a exequibilidade dos planos de Biden (alguém alguma vez lhe perguntou como vão CURAR O CANCRO?).

O debate, se for algo devastador e incontornável tipo Warren-Bloomberg, pode criar um momento para o eleitorado mais velho de epifania, de perceber que o Biden não é a escolha mais segura. Mas pode tudo acabar a qualquer momento... basta o Bernie ou o DNC quererem. Mas não é como se a esquerda nos EUA não estivesse habituada a lutar de baixo.

Guilherme Trindade

@SexoGratweeto

 

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publicado às 10:18

Perspectiva Progressista #1

por Flávio Gonçalves, em 09.03.20

 

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publicado às 09:24

Justiça e segurança para todos

por Flávio Gonçalves, em 23.01.20

  • Acabar com a ganância do lucro no sistema de justiça criminal, de cima a baixo, ao proibir as prisões e os centros de detenção privados que têm por fim o lucro, acabar com o sistema de fianças e tornar gratuitos os programas de prisão que visem a comunicação, a reintegração a diversão e os tratamentos.

  • Assegurar o devido processo e o direito ao apoio jurídico ao aumentar o orçamento para os advogados oficiosos e criando uma fórmula federal que assegure a existência de um número mínimo de advogados oficiosos com base no número da população.

  • Reduzir a metade a população prisional nacional e acabar com os encarceramentos em massa abolindo a pena de morte, as leis da terceira infracção, as sentenças mínimas obrigatórias e expandindo a utilização de alternativas à detenção.

  • Transformar o modo como policiamos as comunidades ao terminar com a Guerra às Drogas legalizando a marijuana e expurgando as condenações passadas, ao tratar as crianças que interagem com o sistema judicial como crianças, reverter a criminalização do vício e terminar com a dependência das forças policiais para lidar com emergências do foro da saúde mental, que visem sem-abrigo, infracções de manutenção e outras situações de baixo nível de risco.

  • Reformar o nosso sistema decrépito de prisões, garantir uma "Carta de Direitos do Preso" e assegurar uma transição justa para os indivíduos encarcerados aquando da sua libertação.

  • Reverter a criminalização de comunidades, acabar com os ciclos de violência, atribuir apoio aos sobreviventes de crimes e investir nas nossas comunidades.

  • Garantir a responsabilização a robusta supervisão das forças policiais, incluindo a proibição do software de reconhecimento facial.

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publicado às 07:20

Habitação para todos

por Flávio Gonçalves, em 22.01.20

  • Fazer frente à crise imobiliária investindo 2,5 triliões de dólares na construção de quase 10 milhões de habitações permanentes a preços comportáveis.

  • Proteger os inquilinos implementando rendas controladas de âmbito nacional, uma cláusula de "justa causa" para despejos e assegurar o direito ao aconselhamento jurídico em disputas relacionadas com a habitação.

  • Tornar as rendas comportáveis ao tornar os abonos da Secção 8 disponíveis a todas as famílias elegíveis sem qualquer lista de espera e fortalecer a Lei para uma Habitação Justa.

  • Combater a gentrificação, a criação de áreas exclusivas, a segregação e a especulação imobiliária.

  • Resolver o problema dos sem-abrigo e assegurar uma habitação justa para todos.

  • Revitalizar o sector público da habitação investindo 70 mil milhões de dólares na reparação, descarbonização e construção de mais edifícios de habitação públicos.

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publicado às 07:06

Quando são as Primárias?

por Flávio Gonçalves, em 30.12.19

As eleições presidenciais Primárias do Partido Democrata irão eleger cerca de 3.979 delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata, esses delegados irão eleger o candidado do Partido Democrata às eleições Presidenciais dos Estados Unidos da América agendadas para 3 de Novembro de 2020. As eleições primárias dos democratas irão decorrer entre Fevereiro e Junho de 2020 nos cinquenta Estados que constituem os EUA, no Distrito de Columbia, nas cinco possessões territoriais dos Estados Unidos (Porto Rico, Ilhas Virgens, Guam, Marianas do Norte e Samoa Americana) e na Secção dos Democratas a Residir no Estrangeiro.

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publicado às 08:15

Resumo do programa #2

por Flávio Gonçalves, em 30.12.19

Expandir a Segurança Social

Expandir a cobertura da Segurança Social de todos os utentes e salvaguardar as pensões. Garantir apoio domiciliário e cuidados paliativos a nível comunitário. Proteger os cidadãos sénior mais vulneráveis quadruplicando o financiamento da Lei dos Cidadãos Sénior e expandir outros programas dos quais os cidadãos mais idosos dependam. Expandir e treinar a força de trabalho de cuidadores de que precisamos.

Honrar o compromisso para com os nossos veteranos

Eliminar o atraso nos pagamentos dos benefícios aos veteranos, providenciar ao Departamento dos Veteranos (VA - Veteran Affairs) todos os fundos e meios de que necessitam, reverter a desastrosa privatização dos serviços prestados aos veteranos. Preencher as quase 50.000 vagas existentes no Departamento dos Veteranos no primeiro ano de mandato de Bernie. Providenciar um financiamento de pelo menos 62 mil milhões de dólares para cobrir novas reparações, modernizar e construir a infra-estrutura do Departamento dos Veteranos. Expandir o programa de cuidadores e os serviços de apoio mental aos veteranos. Reformar os regulamentos que restrigem o acesso aos cuidados e benefícios do estatuto de veterano com base no tipo de desmobilização.

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publicado às 07:51

"É ridículo", diz bilionária depois da campanha de Sanders devolver donativo de $470

por Flávio Gonçalves, em 15.11.19

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O senador Bernie Sanders ergueu como bandeira da sua candidatura presidencial em 2020 a oposição aos donativos de campanha por parte de bilionários. Por isso, quando a campanha do senador de Vermont soube recentemente que tinha recebido um contributo de 470 dólares de Marta Thoma Hall, prometeu de imediato devolver tudo até ao último cêntimo.

Hall, esposa do bilionário inventor David Hall e responsável pelo desenvolvimento comercial da Velodyne, não ficou satisfeita com a recusa de Sanders em aceitar o seu dinheiro.

"É desconcertante", revelou Hall à Forbes na segunda-feira. "Não compreendo porque o fariam. É ridículo."

O grupo de base People for Bernie respondeu com um tweet:

"Ridículo é existirem bilionários."

Após rever das declarações fiscais, a Forbes reportou "não ter conseguido encontrar mais nenhum bilionário ou cônjuge de um bilionário que tenha doado à campanha de Sanders" além de Hall, que também doou $505 à senadora Kamala Harris (D-Calif.) e $685 a Beto O'Rourke, que desistiu da candidatura no princípio do corrente mês.

Quando a Forbes inquiriu a campanha de Sanders quanto ao contributo de Hall, um dos porta-vozes de Sanders respondeu: "Obrigado. Vamos devolver o contributo da Sra. Hall."

Antes do cheque de $470 de Hall, Sanders destacava-se como o único candidato principal a 2020 no campo Democrata que não recebera qualquer donativo de campanha da parte de bilionários.

"Não creio que devam existir bilionários", revelou Sanders ao New York Times em Setembro. "Já chega. Vamos abordar a classe bilionária, reduzir substancialmente a desigualdade económica na América, e impedir que a nossa democracia se torne numa oligarquia corrupta."

Jake Johnson, Common Dreams.

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publicado às 07:17

Ana Kasparian apoia Bernie Sanders

por Flávio Gonçalves, em 14.11.19

 

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publicado às 07:03


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